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  • Miguel Leão

TURFE - NA JAULA DO LEÃO - 31.10


Semana de fraco movimento geral de apostas e sem muitas atrações em termos técnicos. Também não contamos com a presença do líder Bruno Queiroz nas pistas, que contribuiu de certa forma para o alto número de vitórias obtidos pelo campeão Vagner Borges que foi ao winner circle oito vezes com belas e simples direções.

De relevante na verdade, tivemos apenas a lambança protagonizada pelos comissários de plantão da última segunda feira. No primeiro páreo tivemos dois flagrantes desvios de linha nos últimos 300 metros, feitos pelo ótimo jóquei Leandro Henrique no dorso de Marco Polo, que o levou ao triunfo. Talvez não tenha sido uma ação proposital, porém foi tão nítida e decisiva, que até mesmo um leigo em turfe não hesitaria em desclassificar o animal da simpática jaqueta do Stud Versiani para a terceira posição. Depois por ocasião do terceiro páreo, desclassificaram de forma justa a égua LUNA BELLA pilotada por Francisco Chaves em favor de LILY VALLEY que contou com a direção de Valdinei Gil. O critério utilizado aliado às justificativas dos pilotos em suas reclamações trouxe à tona novamente aquele papo que existe uma “proteção” ao ginete pernambucano Leandro Henrique por parte dos dirigentes do JCB. Não compartilhamos deste pensamento, porém pensamos ser fundamental que algum comissário viesse a público (poderia ser pela TV no dia seguinte), explicar sobre os motivos que justificassem algumas decisões polêmicas (como foram as de ontem). O silêncio é uma medida pouco inteligente num esporte que gira muito capital apostado. Já comentamos até ironicamente que alguns comissários deveriam procurar com urgência algum oftalmologista para fazerem uma checagem em suas vistas. Não acreditamos em dolo ou proteção a qualquer profissional, e sim em graves erros de interpretação em alguns julgamentos. E tudo fica ainda mais bizarro, ao sabermos que pelo menos três ex-jóqueis bem qualificados participam da soberana comissão de corridas.

Em termos estatísticos 19 favoritos ganharam em 40 provas disputadas com incomum índice de 47%. Nós apontamos 10 vencedores com apenas 25% de aproveitamento. Em relação às PATADAS DO LEÃO, uma venceu (SWEET BARBARIAN) na segunda feira. Os ALERTAS DO LEÃO não ganharam (MAKE NO MISTAKE, LAMPIÃO, GOOD VICTORY e CHAMIGO), todos constando no rol entre os três animais mais apostados nos seus respectivos páreos. O primeiro formou a dupla no sábado, enquanto os demais não chegaram na quadrifeta.

Quanto à melhor direção da semana, não há dúvida que Carlos Lavor no dorso de FLOR DE ANIS (10ª prova de sábado) teve amplo destaque. Travou um duelo sensacional nos 200 metros finais com Leandro Henrique que pilotava MAKE NO MISTAKE. Uma condução simplesmente espetacular num dos melhores finais de páreo que vimos neste ano. Também não podemos deixar de registrar a narração emocionante e original do locutor Thiago Guedes (ao comparar as gerações) naquele final da competição, dando um show à parte. Fernando Cury é outro profissional que esteve muito bem na última segunda feira, quando narrou dez páreos em percursos acima de 1500 metros, mostrando que está com o “gogó em dia”.

Quanto ao movimento geral de apostas, segue devendo. Foram apostados R$ 2.700.000 em 40 páreos disputados no Rio de Janeiro, ou seja, menos de R$ 700.000 em média por reunião. Sábado foi novamente o dia mais deficitário com apenas R$ 654.000 em onze provas.

Encerramos aqui prometendo novo encontro para o próximo sábado ainda sem o craque das letras Roberto Fonseca que estará de volta em breve.

Bom resto de semana a todos. Miguel Leão


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